Seguro Viagem – vale a pena contratar?

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Muitos viajantes têm essa corriqueira dúvida toda vez que pretendem iniciar uma viagem. Por um tempo, nós tínhamos em mente esse mesmo questionamento. “Vale mesmo a pena contratar um seguro viagem?” E nossa resposta, mesmo com dúvidas, era sempre a mesma. Depois de muitas andanças, temos hoje a certeza desta resposta!

Saiba mais: 6 regras de outros países que você precisa conhecer antes de viajar!

Você já andou pela rua, tropeçou e virou o pé? Já quebrou um braço? Já teve intoxicação alimentar? Já teve um voo atrasado ou uma bagagem extraviada? Imagina quando essas coisas acontecem no meio da sua viagem. Muito chato né? Agora imagina ainda você ter que ir no hospital falando um idioma que não é o seu e pagando caro em uma assistência para estrangeiros? Só de pensar já sai alguns reais do meu bolso…

Agora imagina você quebrar o seu pé ou comer uma comida de rua que te fez mal e ligar (ou entrar no site ou no aplicativo) para um seguro e notificar que precisa de ajuda – normalmente em português – e quer orientações? Muito mais fácil né? A pergunta que você deve fazer a si mesmo é: quanto vale minha segurança e tranquilidade?

Ouvimos muito “ah, mas nunca quebrei nada, não vai ser agora que vou machucar!” Bom, não tem como a gente saber disso, né? Quando viajamos temos a tendência de arriscar muito mais que arriscamos em nosso dia a dia. Por exemplo, se você vai para a Suíça no inverno, tem grandes chances de esquiar em uma montanha ou, se vai para a Índia, pode não se adaptar a comida e passar mal.

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Países que exigem seguro viagem

Seguro viagem, hoje, já não é mais opcional em alguns países. Justamente pela sua importância! Claro que a maioria destes países acabam tirando a responsabilidade de seus hospitais quando exigem seguro e é por isso que cobram. Mas ainda assim, dá para perceber que sem seguro, não rola!

1 – Se você quer ir para a Europa, por exemplo, deve ficar atento. Os países que fazem parte da lista do Tratado de Schengen, exigem uma cobertura de no mínimo 30 mil euros. Este valor pode ser equivalente em dólares, mas tem que suprir o mínimo.

2 – Além destes países europeus, o viajante que chegar em Cuba, também deve apresentar um seguro viagem! Vale sempre consultar a seguradora sobre a cobertura em Cuba. A maioria das empresas não tem cobertura para o país! Pesquise bem!

3 – Por fim, a Austrália fecha a lista com uma particularidade. O governo australiano considerou tão importante o seguro, que para aqueles que vão ao país com visto de estudante (acima de 14 semanas), devem adquirir o OSHC (Overseas Students Health Cover) obrigatoriamente. Este não é um seguro internacional e não encaixa exatamente como um seguro viagem, pois cuida apenas da parte de saúde dentro do território australiano. Mesmo que você adquira um seguro viagem adicional, o OSHC ainda será obrigatório. O visto de turista está liberado do OSHC. Mas deu para ver que o governo realmente se importa com seguros, não é mesmo?

Você sabia? Agora você trazer queijos e carnes para o Brasil!

Como funcionam os Seguros Viagem

Cada empresa tem uma particularidade em relação à outra. Você não necessariamente vai encontrar o mesmo seguro com os mesmos valores em empresas diferentes. Mas de forma geral, todos eles buscam cumprir alguns pontos importantes. Inclusive, quando você for comprar o seu seguro, aconselho que confira se ele cubra estes pontos:

O que é importante que o seguro cubra?

1 – Emergências

Seguro viagem não é seguro saúde! Não adianta chegar no hospital com uma dor de cabeça comum, que você provavelmente não vai ser atendido pelo seguro. O seguro viagem existe para atendimentos emergenciais. Busque se informar se o seguro é bem aceito e se tem muitos convênios mundo afora. Isso te ajuda a garantir um melhor atendimento por parte do seguro e do hospital.

2 – Doenças pré-existentes

Se for o seu caso, procure por um seguro que cubra doenças pré-existentes. Isso significa que se você tiver alguma emergência em relação a alguma doença que você já tinha antes de viajar, o seguro irá cobrir. Por exemplo, eu tenho asma e bronquite. É importante para mim procurar um seguro que cubra estas emergências caso eu passe mal no exterior, pois as chances são grandes!

3 – Atendimento em português

Como são seguros internacionais e valem em qualquer país (normalmente), as chances de você ter um atendente que fale português é muito grande. O público brasileiro é tão grande, que muitas empresas já garantem atendimento em português, pois contratam atendentes brasileiros. Em situação de emergência, fica bem mais difícil falar em outro idioma, não é mesmo?

4 – Como funciona o pagamento e atendimento do seguro

O importante do seguro quando ocorre alguma emergência, é ter um bom e rápido atendimento e não gastar dinheiro. Então olhe sempre como funciona o pagamento do seu seguro. A maioria deles funciona com prestação de serviço, ou seja, você entra em contato com eles e já te encaminham para algum hospital ou clínica credenciados e você não paga pelo atendimento. No entanto, quando não dá tempo de avisar o seguro e você tem que ir direto para o hospital, costumam cobrar de você o tratamento e o seguro te reembolsa posteriormente. Então é importante que você veja a média de tempo de reembolso, se ele vem parcelado ou não e se eles trabalham com esta prestação de serviço. Pois se precisar desembolsar sempre, vai precisar de uma reserva de dinheiro até o reembolso.

5 – Data de vigência do seguro

A data de vigência do seguro é baseada na sua passagem aérea. Assim você não paga nem um dia a mais ou a menos do que usaria. Uma dica que costumo dar é comprar com a data final sendo um dia depois da data de término da viagem. Assim, se na sua volta o seu voo for cancelado ou atrasar, você não fica sem cobertura caso a sua bagagem seja extraviada, por exemplo. Se sua passagem de volta é para o dia 10, busque comprar o seguro até o dia 11 pelo menos.

Para quem não tem uma data de volta certa ainda, saiba que você pode comprar o seguro e ir renovando durante a sua viagem. A única condição costuma ser que você renove antes de o primeiro vencer. O limite de seguro costuma ser 365 dias. Para quem vai ficar mais de um ano fora, vale a pena ver as condições do seguro. Algumas empresas deixam renovar e outras não.

6 – Despesas de viagem

E por falar em bagagem extraviada, confira o que o seguro cobre em relação à despesas de viagem. Alguns seguros cobrem extravio, cancelamento de viagem ou até mesmo atraso de voos. Nestes casos, o seguro te dá uma indenização para passar por esta situação de forma mais confortável e menos tumultuosa. Lembre-se que no caso de voos e bagagens, quem deve solucionar o problema para você é a própria companhia aérea. O seguro dá apenas uma indenização. Mas já ajuda, né?

7 – Despesas jurídicas

Alguns seguros cobrem também despesas legais e jurídicas. Parece extremo, mas pode vir a calhar! Confira com a seguradora em quais condições eles te auxiliariam.

8 – Cobertura do seguro

Um último fator importante que você deve verificar é o valor da cobertura do seguro. A cobertura é o valor que ficará disponível para você usar. A melhor forma, é ter cobertura por evento. Isso que dizer que você terá este valor cheio a cada vez que precisar! Por exemplo, se você contrata um seguro de US$ 60 mil de cobertura quebrar o braço e gastar US$ 5 mil, a próxima vez que você precisar usar o seguro não terá US$55 mil e sim os mesmos US$ 60 mil. Isso que é um seguro por evento. E é melhor que ele seja assim! Lembre-se sempre de consultar se o país que você vai visitar cobra um valor mínimo de cobertura de seguro!

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Quanto custa um seguro viagem?

Essa pergunta é bem subjetiva! A primeira coisa a se olhar para saber o preço é o tempo de viagem. Se você vai passar uma semana fora, um mês ou um ano, a diferença será muito grande. Outro fator que faz diferença é qual empresa você irá utilizar. Existem seguradoras com a média de preço menor que outras. Mas deixo aqui a sugestão de sempre desconfiar de seguradoras muito baratas. Normalmente elas não tem uma assistência muito boa!

Para quem quiser comparar preços, a Seguros Promo criou em seu site um comparador de seguros. Os preços podem ser diferentes se você pesquisar direto no site das empresas, mas isso porque eles tem parcerias e conseguem negociar valores. Confira aqui.

Minha experiência com Seguro Viagem

Já contratei? Sim, sempre que viajo. Já usei? Não.

Mas não se engane! Não é porque nunca precisei de um seguro que não preciso contratar um. Planejamos nossa viagem com a intenção de aproveitar ao máximo o que cada destino pode oferecer! Pessoalmente, não acho que vale a pena estragar minha viagem por ter economizado no seguro. Mas sinceramente, esta decisão é só sua!

Já trabalhei com seguros e sei de casos bizarros de pessoas que realmente precisaram de usar! Teve um caso em particular que me marcou muito. Uma menina foi para a Austrália e no meio do intercâmbio descobriu um tumor no cérebro. O tratamento era de urgência e ela não podia gastar horas para voar de volta para o Brasil. Como ela tinha seguro, acabou fazendo o tratamento por lá. A seguradora pagou para a mãe dela ir para a Austrália acompanhá-la. Quando estava estável voltou para o Brasil e terminou o tratamento aqui. Hoje está super bem! Mas foi um susto amenizado pela ajuda financeira do seguro.

Casos bem mais tranquilos também acontecem! Um rapaz estava no Canadá na mesma época que eu. Estava esquiando e virou o pé. Precisou ir no hospital e fazer um raio x. Não teve nada de mais, mas poderia ter pago 2 mil dólares só pelo exame!

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Se o seguro é a gota d’água do seu orçamento e você prefere viajar sem do que comprar um por causa de grana, as vezes é melhor você rever a sua viagem! Para mim, o seguro entra como uma despesa fixa, como transporte. Não misere muito quando se trata da sua segurança. A sua vida e a qualidade dela são o seu bem mais precioso. Não arrisque isso para economizar uns trocados!


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Escrito por
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2 Comentários

  • Mar,

    Também considero o seguro muito importante, pois os valores de consultas, exames e cirurgias são extremamente elevados em alguns países.

    Já tive que usar nos EUA e o médico foi até o hotel onde eu estava hospedada, fez a consulta e me entregou o remédio. Como neste caso eu tive que fazer o pagamento e solicitar o reembolso na volta ao Brasil, minha dica é guardar sempre todos os comprovantes e ter uma reserva em dinheiro durante a viagem.

    Também é muito importante ler as condições gerais do seguro. Os textos geralmente são longos, mas é preciso ter certeza de quais coberturas estão excluídas antes de contratar. Como são contratos de adesão (quando você não pode alterar e a empresa estipula as condições), você pode ser surpreendido com as “letras miúdas” e ter um atendimento negado. Conheço uma pessoa que passou por isso e teve que pagar quase R$ 10.000,00 por consultas de emergência, pois ela tinha seguro, mas o caso estava excluído da cobertura que ela escolheu.

    Adorei o post e as dicas!

    Beijos,
    Glauce

    • Sim! Guardar os recibos é sempre muito importante, pois precisa comprovar todos os gastos para ter o reembolso do seguro! A reserva de dinheiro também é super válida, pois se não conseguir avisar o seguro antes e tiver que pedir o reembolso, pode desfalcar o dinheiro da viagem! É sempre bom deixar uma graninha extra para não se atrapalhar financeiramente!
      Em relação ao contrato, mostra também a importância de contratar um bom seguro. Existem muitos seguros “baratos” que não tem uma cobertura muito boa e um atendimento que deixa a desejar. Pesquisar bem as opções de seguro é sempre o ideal!
      Obrigada por compartilhar sua experiência! 😀
      Beijos,
      Mar

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